Um pouco sobre o centro histórico de Paraty-RJ!

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Sempre quis conhecer Paraty-RJ, mas nunca aparecia uma oportunidade… Até que no feriado de Páscoa que fui para a casa de amigos em Cunha-SP surgiu a oportunidade de finalmente conhecer a cidade.

Recentemente foi inaugurada a rodovia Cunha-Paraty, após anos de impasses com as regras ambientais, finalmente está funcionando.

A estrada está bem estruturada nos trechos da serra, mas ao final dela, entra em uma rodovia estadual do Rio de Janeiro, bem tensa!

É estreita demais, embora seja mão dupla, em alguns lugares só passa um carro!!! Deveriam ter arrumado essa parte também, porque o que adianta uma rodovia boa para seguir viagem numa outra tensa? Anyway…

Estava o maior frio em Cunha, temperaturas menores que 10 graus, então fomos todos na expectativa de apenas dar uma voltinha no centro histórico de Paraty, ninguém acreditou que daria praia…

E chegando lá estava o maior sol!!! Tivemos que comprar biquíni para poder fazer um passeio de barco e curtir o sol, mas isso será assunto para outro dia.

O Centro histórico de Paraty é muito rico em história e em detalhes da época do Brasil colonial.

Há um “city tour” na charrete que contam várias histórias da cidade. Não deu tempo de fazermos, mas uma amiga que já fez contou um pouco para nós. Vale a pena para quem se interessa por história.

As ruas principais são todas de pedra irregulares (dizem que elas foram trazidas de Portugal) e a maioria não pode passar com o carro, só à pé ou de charrete (essa medida de preservação das ruas de pedra começou na década de 70).

No final da tarde, quando a maré sobe, dependendo da época do ano, a água invade  algumas dessas ruas, por isso as calçadas são bem altas.

É muito interessante ver toda essa estrutura histórica da cidade, ainda bem preservada. É uma viagem aos tempos do Brasil colônia, um grande contraste para quem está acostumado com as grandes metrópoles, cheias de arranha céus.

Paraty tem muitos outros atrativos, pretendo voltar em breve para poder explorar mais as belezas dessa cidade.

E também gostaria de um dia ir na Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), que acontece na cidade em Julho.

Se você tem mais tempo, o Beneth do blog Tire a Bunda do Sofá tem um roteiro de 7 dias pela cidade.

Além de Paraty, o litoral do Rio de Janeiro tem outras cidades incríveis. A Josiane do blog Uma turista nas nuvens tem um roteiro sobre Arraial do Cabo e o casal do blog Nas estradas do planeta tem um roteiro de Ilha Grande.

Mais sobre o centro histórico

“Ao contrário do que aconteceu na maioria das cidades do Brasil, Paraty foi uma cidade planejada. Engenheiros militares portugueses, cientes da vocação portuária da cidade e da necessidade de defesa do local, definiram como seriam as ruas e onde ficariam as igrejas, praças, cadeia, câmara, fortes e as áreas residenciais. Seguiram o padrão das cidades portuguesas onde as igrejas serviam de balizamento e pólo de atração residencial.

As casas foram construídas acima do nível da rua por causa da invasão das águas das marés, previstas para entrar e limpar a cidade, principalmente dos estrumes de cavalos e burros de cargas que constantemente passavam pela cidade.

O centro histórico possui trinta e um quarteirões (antigamente haviam trinta e três quarteirões) e quatro praças (Bandeira, Santa Rita, Matriz e Rosário). Em quase todas as esquinas do bairro histórico há três cunhais de pedra lavrada, formando um triângulo imaginário, símbolo maçônico que representa Deus.

Existem três tipos de beirais nos telhados das casas do centro histórico: a cimalha (beiral coberto com madeira), o cachorro (beiral com caibros a vista) e a beira-seveira (beiral formado por duas ou mais camadas de telhas).”

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