Viagens que transformam…

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Existem viagens que são muito mais que lazer e diversão, muito mais que visitar locais famosos e fazer compras, são viagens que te tocam, te transformam…

São aquelas viagens que você jamais voltará, que você sai dela outra pessoa. Quem já teve esse momento com certeza vai entender o que eu quero dizer e quem ainda não teve, precisa tentar algo mais profundo na sua próxima viagem.

Em 2014 nas férias fui à Nova York, vivi meu sonho capitalista plenamente, o dólar estava barato, comprei tudo que sempre quis e visitei todos os lugares que sempre vi em filmes e séries. Foi uma viagem ótima!!! Mas não passou disso. Voltei a mesma (talvez um pouco mais pobre).

Em 2015 quando decidi conhecer a África do Sul, a parte central e o litoral, tinha um plano de viagem muito ousado e longo para um país que não era destino de férias comum.

Sempre quando me perguntavam para onde eu ia viajar e eu falava África do Sul, as pessoas achavam que era um misto entre selva e miséria, um péssimo estereótipo. Ficavam até com pena! rs

Num mundo tão globalizado, mesmo depois de uma copa do mundo de futebol na África do Sul, o povo ainda continuava com aquele pensamento preconceituoso e arcaico.

Foram 20 dias de descobertas, tanta natureza, lugares lindos, povo educado, país bem organizado (se compararmos com o Brasil), trânsito tranquilo, enfim… Foi um choque de realidade sim, mas para bem, surpresas boas.

Me encontrei em lugares como a trilha para Storms River, vi a natureza de um jeito que não imaginava no safari em Pilanesberg, me apaixonei por Cape Town (queria morar lá para sempre)… Tive um porre de vinho depois de passar por Paarl e Stellenbosch, aquelas vinícolas lindas com degustação em sua maioria gratuitas, são surreais!

Me hospedei em AIRBNB pela primeira vez, foi sensacional, fiz amizade com o Jacques, o anfitrião, e a sua amiga Vorn. Eles fizeram um churrasco tipicamente sulafricano (braai) e conversamos até a madrugada.

Vi baleias em Hermanus, pinguins em Boulders Beach, elefantes em Hartbeespoortdam e um tubarão em Jeffreys Bay. Passei um grande perrengue em Port Elizabeth.

Depois desses 20 dias e de todas essas experiências, não podia voltar a mesma, nunca mais.

Sempre tive vontade de fazer uma tatuagem sobre viagens achava bonito. Mas depois dessa viagem tudo teve sentido e a tatuagem teria um propósito real, o “Wanderlust” não seria “modinha” e sim uma filosofia de vida. E o “World Citizen” seria o que eu realmente me sinto agora, uma cidadã do mundo.

Porque encontrei novos sentidos para a minha vida numa jornada na África e agora sonho na minha próxima aventura no Sudeste Asiático, onde sei que essa transformação vai continuar acontecendo.

Vou descobrir lugares e comidas, que nunca imaginei e podem se tornar minhas favoritas. Vou conhecer pessoas e viver histórias que valerão por uma vida toda.

Quando você descobre que viajar pode ir além, tudo muda. São jornadas de auto conhecimento, experiências, pessoas. Essas são as melhores viagens.

Continuo gostando de compras em Nova York e caminhadas no Central Park, mas sei que terão lugares que me levarão além, lugares que eu sempre vou pertencer, que vou encontrar peças da minha personalidade e fazer mudanças profundas da maneira como vejo o mundo.

E o que eu desejo a você é que na sua próxima viagem você tente ir além, que você volte mais completo, que a mudança aconteça!

Que você vá para um lugar que te desafie, que te mostre um mundo diferente e ao mesmo tempo igual, essa é a graça de conhecer novas culturas, porque apesar das diferenças no fundo somos todos iguais.

Quero que você entenda o verdadeiro significado de Wanderlust!

Qual foi a viagem que teve esse significado para você? Conte nos comentários!

 

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15 comentários

  1. Amo textos assim. Eu acredito que viagens podem mudar muito a gente, basta estarmos abertos para isso.
    (Engraçado que meu Post dessa semana fala exatamente isso. Estou terminando de escrever).
    Meu intercâmbio me mudou. A viagem a trabalho para o Japão tbm. Minha volta ao mundo e o caminho de Santiago nem consigo comentar…

  2. acabei de ler exatamente o post da Patrícia e ela falava basicamente isso, é realmente explorador e motivador conhecer lugares que a maioria não vai, é outro tipo de viagem, você se sente mais leve e mais conectado com os locais e a cultura. ♥♥

  3. Acho que pra mim a que mais me marcou quando fui sozinha por 5 meses para o Peru, Equador e Colombia… foi uma viagem sem planejamento, sem rota e sem grana, rs… no final, voltei pro Brasil sem saber o que fazer da vida (mas sabia o que não queria fazer =) )

  4. Adoro esses tipos de textos!
    Muito legal ver como a sua viagem até a África do Sul te transformou. Tem viagens que me transformam mais do que outras, mas acho que todas as viagens que fiz me transformou pelo menos um tiquinho, me fez refletir sobre coisas que não pensava antes ou também me acrescentaram algo, parece que vão se juntando como um quebra cabeça e fazendo parte de quem eu sou, por isso até brinco que preciso viajar mais e mais pra ir achando meus outros pedaços por aí.

  5. Eu acho que toda viagem – independente do lugar – acarreta aquela sensação boa de wanderlust, de ter tido novas experiências e só aumenta a vontade de conhecer novos lugares, mas é ainda mais bacana o fato de você ter escolhido um destino visto por muitos como “exótico”. Eu tenho curiosidade em conhecer a África, mas nunca pesquisei à fundo…Já uma amiga fez intercâmbio voluntário e essa experiência realmente a transformou. Quanto às minhas viagens, ainda estou “começando” e a mais importante foi realizar o sonho de conhecer a Disney haha, mas agora mesmo fiz uma viagem bem “menor” (uma viagem de excursão pro Uruguai, que na prática teve só 3 dias para conhecer) e foi tão significativa quanto.

    Beijos, Vickawaii
    http://finding-neverland.zip.net

  6. Meus sonhos de viagem transformadora são ousados e envolvem longas temporadas coberta de poeira, suada, com dores musculares em alguma trilha na montanha. Tive pequenas amostras disso, mas só amostras. Mas acho que viagem transformadora depende mais da pessoa do que do destino. Tem gente que é impermeável e não aprende, não muda e não transforma, porque já se acha pronta e acabada. Abraços!

  7. Acredito que quando se faz uma viagem, deve-se estar aberto para o aprendizado que ela pode te proporcionar, assim como essa viagem que fez a Africa do Sul, pode te transformar. Então a cada viagem que se faz, tem-se que ir de coração aberto para conhecer novas pessoas, novos modos de vida, novos conhecimentos. Fazer compras é bom? Sim é, mas nada se compara com o aprendizado que temos quando conhecemos novos horizontes.

  8. Têm viagens que transformam mesmo a gente. E engraçado que não é apenas o destino, mas o momento que estamos vivendo, as reflexões.. Vai de cada um, né? No meu caso, o Atacama e o Canadá tiveram esse efeito. ♥

  9. Poxa, que texto incrível! Eu tenho exatamente esse sentimento, do quão transformadora uma viagem pode ser, de quanto podemos nos conectar com um lugar, deixar que ele mude a gente e a gente mude também. Meu primeiro lugar quebrador de paradigmas foi Pittsburgh (EUA) onde aprendi muito a me virar sozinha, a ser forte e a enfrentar medos. Depois veio Curaçao, que me ensinou como o mundo tem tanta coisa linda que a gente nem imagina. Noronha me ensinou que a vida simples pode ser muito mais que o necessário pra ser feliz 🙂

  10. Adorei o texto Juny! As viagens tem mesmo esse poder de provocar mudanças na gente. Senti isso quando fiz minha primeira viagem/intercambio pra Buenos Aires sozinha. Tenho muuita vontade de conhecer a Africa do Sul também, tomara que consiga realizar <3

    beijoo

  11. Acho que cada vez que nos comprometemos a fazer algo diferente, esta experiência modifica a nossa visão, não é? A viagem que mais mudou a minha vida foi o meu intercâmbio para Chicago. Além do fato de ter conhecido o meu marido (e não sabia kkk), eu realmente não voltei a mesma pessoa e agradeço todos os dias por isso.

  12. Olá… te entendo. Quando a gente se abre para um lugar, esse lugar se abre para nós e temos as melhores experiências. Eu costumo dizer que volto diferente a cada nova viagem. Parabéns pela sensibilidade e percepção. Por se permitir e compartilhar conosco sua África do Sul. 🙂 Ana

  13. Eu tava pensando um pouco sobre isso esses dias, viajei pouco mas tenho essa percepção que viagens são mais que conhecer lugares turísticos e sair um pouco de onde você vive e curtir, é como você disse, é conhecer pessoas, conhecer novas formas de pensar, e isso é magnífico, gostaria de ter mais experiências como essas.

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