Conhecer Lugares para conhecer a si mesmo…

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[Por Leonardo Rios] Estou escrevendo esse texto por enquanto que estou viajando para Santiago, Chile.

Resolvi escrever agora, passando mais ou menos uma hora de voo de um total de três, porque primeiro, não consigo dormir, mesmo escutando uma música clássica no meu spotify. Segundo, comecei a pensar milhões de coisas e tenho a mente inquieta.

Então porque não escrever sobre como devemos ser gratos pelas oportunidades, lugares, pessoas, experiências que encontramos ao longo do nosso caminho?

Um dia desses, lendo uma página aleatória de um livreto “minutos de sabedoria”, me deparei com uma passagens sobre como devemos ser gratos pelas as coisas que nos cercam… Também como devemos parar as nossas vidas corridas e apreciar o momento.

Pois bem, estou aqui fazendo isso agora…rs… tempo eu tenho, recursos também, então vamos lá:

Primeiro de tudo, venho com essa pergunta: por que viajar?

Viajo pois tenho oportunidade de conhecer ou revisitar lugares que farão parte da minha vida, a primeira vez ou novamente.

Conhecerei pessoas, verei arvores, jardins, construções que refletem uma determinada passagem do tempo.

Estarei olhando um pouco a sombra de um passado, a sensação do presente e um vislumbre do futuro.

Por exemplo: já se perguntou quantas pessoas, momentos históricos, ações e consequências se passaram em um lugar ou um monumento que passamos? Por isso, olhar ao seu redor o fará conhecer mais afundo.

Eu sei… muito subjetivo…. texto reflexivo…mas acho que de alguma forma importante.

Vi um artigo na internet hoje, que me levou a pensar bastante e que acredito veemente: Todas as pessoas que nos deparamos em nossas vidas, independente de do quão longo ou curto o contato, nos agregarão de alguma forma, algo de valor para nos ajudar a evoluir.

Isto é, nada, absolutamente nada é em vão ou ao acaso… De alguma forma, entendendo, que isso nos mudará de alguma maneira.

Kirstenbosch National Botanical Garden

Vou citar um exemplo que aconteceu comigo há mais ou menos 2 anos atrás em uma viagem para a África do Sul que eu e minha Juny fizemos.

Uma certa noite, jantando com pessoas locais que tínhamos conhecido na mesma noite, comentávamos sobre um lindo jardim botânico, Kirstenbosch National Botanical Garden, que conhecemos no mesmo dia e que nos chamou atenção um lugar especifico.

Ao pé da montanha, estava lá um banco de madeira, um mini jardim bem cuidado e bonito à direita. Pois bem, tiramos uma foto para recordar esse momento e a sensação de alegria que sentíamos.

Quando estávamos mostrando as fotos que tiramos no mesmo dia aos nossos novos amigos, no momento dessa foto, uma senhora que estava conversando conosco, olhou essa paisagem e começou a encher os olhos de lágrimas, a olhar pra baixo e engolir seco.

Passando alguns segundos, nos pediu para voltar a imagem e começou a comentar…

Ela disse que esse era o lugar preferido do marido dela, e que uma parte das suas cinzas faz parte da terra que há naquele jardim…. Ela ficou pensativa e riu desse momento e da “coincidência.”

Até hoje tenho um vislumbre desse momento e ainda me pergunto, por que isso aconteceu? O que esse momento acarretou na minha vida? Com certeza surtiu algum efeito, mas qual?

Eu sei que me tocou suficiente para pensar sobre isso até hoje e escrever. Mas e para ela? Que efeito surtiu isso? Será que isso afetou positivamente? Talvez uma certeza que de que ele estará presente com ela em todos os momentos? Amor, companheirismo e proteção? Não sei, mas gostaria de um dia perguntar pessoalmente à ela sua opinião.

O tempo

Trabalhamos duramente, comemos rápido, tentamos de alguma forma salvar o tempo que nos cerca… Salvá-lo de alguma forma para aproveitar em outro momento que talvez achássemos que sua aplicação fosse mais útil.

Fazemos, e com certeza não deixaremos de fazer, pois temos responsabilidades e deveres que necessitamos realizar, mas realmente acredito que podemos sim  gerenciá-lo de uma melhor forma.

Isto é, não deixar que ele nos consuma por completo. Olhar o horizonte e pensar em que experiências teremos se salvarmos um pouco de tempo que temos para olhar melhor, sentir melhor tudo que nos cerca em qualquer lugar.

E por que viajar? Por que conversar? Por que opinar? Por que sentir? Por que compartilhar? Será que um dos nossos objetivos terrenos não seria contribuir com algo valoroso a alguém?

Pronto, estou com uma sensação de dever cumprido, de expressar em palavras como me sinto agora e tentar passar um pouquinho do que imagino de como a vida pode ser.

Talvez na próxima “coincidência” que tiver, você possa refletir um pouco em que isso contribuirá ao próximo, como isso irá fazê-lo melhor!

Apenas conheça, reflita, pergunte, melhore, seja!

 

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12 comentários

  1. O tempo é o recurso mais escasso que existe. Vivemos na correria e, às vezes, esquecemos de aproveitar o momento presente, que é tudo que temos, pois o passado já foi e o futuro não sabemos se vai chegar….

  2. Eu estou sempre agradecendo! Já viajei muito e hoje curto explorar mais minha cidade. Mas quem não viaja não tem a oportunidade de conhecer outros valores e de se conhecer melhor! Belo texto!

  3. Adorei as fotos, é uma delicia viaja pra lugares novos, conhecer, aprender…e incrivel isso…a cada dia aprendemos muito mais com isso!

  4. Oi, Leonardo!
    Como não se identificar com estas reflexões, né! Gratidão também é tudo! Super me identifiquei e selecionei o post para ser um extra nos destinos de inspiração do Devaneios de Biela! 😉

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